Ele já foi visto pelo Brasil inteiro. Fez teatro, série, minissérie, novela, cinema e inúmeras campanhas publicitárias. Nos últimos cinco anos, participou de vários projetos e não merece ser lembrado apenas como “o garoto ruivo da Vivo”. Hoje, aos 23 anos, acumula no currículo diversos trabalhos e apresenta uma versatilidade incrível! Além de atuar, também canta e dubla. Se você ainda não o conhecia direito, chegou a hora de saber mais sobre o talentoso João Côrtes, que falou com exclusividade ao Primeira & Sétima Arte sobre cinema, música e muito mais!

Paulistano da gema, João nasceu no dia 06 de junho de 1995. Geminiano, ele se encaixa bem no perfil comunicativo do signo! “Eu sempre gostei de me apresentar, de querer entreter as pessoas desde pequeno“, conta o ator, que começou a fazer teatro aos 14 anos de idade. “Foi nessa época que eu realmente descobri que era isso que eu gostava e queria fazer para o resto da vida“, relembra. Em 2013, ele estrelou uma série de comerciais da operadora Vivo (como o do vídeo abaixo), que lhe deram visibilidade nacional e impulsionaram sua carreira.

Mas se engana quem pensa que o ator começou aí. Em 2010, ele participou do longa-metragem “Colegas”, do diretor Marcelo Galvão, e no ano seguinte, esteve em cena no musical “Jesus Cristo Superstar”, com o grupo de teatro de Abigail Wimer e Sílen de Castro. Em 2013, João participou da série “3 Teresas” do canal GNT, quase na mesma época dos comerciais de telefonia. Depois de tantos papéis diferentes, o ator diz que gostou mais de fazer filmes. “Cinema sempre foi minha paixão e eu quero continuar fazendo“, afirma. “Mas também gostei muito de teatro. Acho que, na verdade, cada plataforma traz um prazer diferente, te desafia de uma maneira diferente“, avalia ele.

É o desafio, aliás, que o impulsiona na hora de escolher qual personagem interpretar. “Eu costumo decidir sempre pelo que me atrai pela dificuldade, por eu talvez não me imaginar fazendo. Isso é sempre apelativo, de certa forma“, diz João, que também procura ouvir a opinião de seu empresário, de sua assessora de imprensa e familiares. “Gosto muito de sempre triangular com todos eles e ouvir a opinião de cada um para cada projeto, porque faz diferença na hora de decidir“, explica. Entre seus próximos trabalhos está o filme “De Novo Não“, de Pedro Amorim, previsto para estrear este ano. O longa conta a história de Camila Mendes (Kéfera Buchmann), uma popstar que, cansada da rotina, decide voltar no tempo e redescobrir sua essência. No passado, reencontra Cabelo (João Côrtes), um amigo músico nada popular.

Foto: Reprodução (Instagram)

Sobre o filme, o ator explicou que o processo de preparação, filmagem e finalização durou cerca de um mês e meio. “Tive uma relação muito bacana com a Kéfera e com a equipe toda, foram pessoas muito queridas. Ter sido dirigido pelo Pedro Amorim foi um prazer incrível, adorei ter conhecido ele! É um diretor maravilhoso“, elogia. João ainda ressalta a importância de estar num projeto que discute temas atuais. “É um filme que fala sobre bullying, sobre aceitar quem você realmente é. Abraçar suas dúvidas, angústias, peculiaridades. Fico muito feliz de poder contar essa história“, diz orgulhoso. Para o ator, o meio das artes é importante para abordar assuntos de relevância social. “Tem temas que me identifico mais e tem temas que me identifico menos, mas acho que de uma maneira geral, cabe ao artista questionar e fazer reflexões“, opina. “Acho importante a gente sempre questionar o público, provocar coisas de certa maneira, sobre temas variados para fazer pensar. Acho que é uma das funções do artista“, completa.

Outro longa previsto para sair este ano é “O Segredo de Davi“, de Diego Freitas, que ganhou seu primeiro trailer na semana passada. “Eu tenho muito prazer de ter feito esse filme porque é um filme independente, escrito e dirigido pelo mesmo cara“, conta João. “Foi muito legal ter feito pela primeira vez um suspense, que conte uma história de ficção e abuse dos efeitos“, acrescenta. Para o papel ele precisou platinar o cabelo, mas diz não se importar em mudar o visual por um personagem. “Se você quer contar bem uma história, se essa mudança vai fazer diferença, acho que vale a pena“, afirma. “A questão nunca é nós como atores, a questão é o personagem, é contar aquela história da melhor maneira. Eu nunca tinha pintado o cabelo, mas foi essa aposta do Diego em me mostrar nesse filme de uma maneira que ninguém nunca tinha visto“, conta empolgado.

Mesmo longe das câmeras, João continua conectado ao cinema por outros meios, como a dublagem por exemplo. Nos longas “O Reino Gelado 2“, de 2014, e “O Reino Gelado 3: Fogo e Gelo“, de 2016, o ator deu voz ao personagem Orm. “Eu nunca tinha dublado e foi uma experiência tão interessante explorar esse meu lado como ator, de só passar a voz! A gente não faz ideia de quão difícil pode ser, o quanto que a gente tem que se entregar, se emocionar e poder contar a história junto“, explica. “Fiquei muito apaixonado pelo ofício de dublar, e se tivesse mais convites e oportunidades, eu toparia com certeza“, finaliza animado!

Quando quer apenas assistir um filme ou se inspirar de alguma maneira, o ator tem uma listinha de diretores favoritos! “Tem ótimos aqui no Brasil que eu admiro muito. O Padilha, Daniel Ribeiro, Luiz Villaça, Michel Tikhomiroff, Pedro Amorim… São diretores que eu trabalhei, conheci o trabalho e admiro muito“, revela. “E internacional tem vários! Gosto muito dos que sinto que tem uma inteligência na direção, uma sagacidade não só por parte dos atores, mas por parte do diretor também. Por exemplo, Christopher Nolan, David Fincher, Luca Guadagnino“, completa. Aliás, o longa “Me Chame Pelo Seu Nome“, de Guadagnino, é um dos favoritos de João. “Acho um filme belíssimo, muito bem contado. Há muito tempo que um filme não me emocionava da maneira que esse me emocionou, então talvez tenha sido um dos melhores que vi recentemente“, avalia.

Foto: Guilherme Rossi

Filho de um produtor musical, João Côrtes também é cantor! Ao lado do pai, ele está desenvolvendo um projeto de jazz intitulado “Elevador Gourmet“. “A ideia é fazer rearranjos de músicas já conhecidas e também de músicas autorais, uma mistura com big band de jazz e com orquestra“, explica. “Eu tenho essa conexão muito forte com a música, então está sendo bom pela primeira vez poder oficializar isso“, anuncia. Segundo ele, a ideia para o título surgiu da vontade de traduzir a intenção do projeto, algo que fosse leve e também bem humorado. “É simples mas eu achei tão bacana, tão divertido, e dá vasão para um monte de possibilidades“, diz contente!

No meio de tantos projetos em processo de produção ou finalizados, João revela qual papel ainda não viveu na telona ou na telinha mas que gostaria muito! “É um sonho fazer um vilão ou alguém de um universo muito distante do meu. Eu tenho um personagem favorito que é o Coringa, e eu gosto dele muito por isso, porque é muito distante e ao mesmo tempo é uma loucura, uma entrega num nível que é demais“, confessa. A gente torce para ver este sonho se concretizar logo, mas com uma carreira tão promissora pela frente, sabemos que é apenas uma questão de tempo até que surja a oportunidade!

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