A época mais esperada do ano pelas crianças finalmente chegou: as férias escolares! E como já é de praxe nos meses de Janeiro e Julho, filmes voltados para o público infantil e familiar invadem as telonas de todo o país. Nesta quinta-feira, o terceiro capítulo da franquia das criaturas mais aterrorizantes e adoradas pelos pequenos estreia com um sub-título bem apropriado: “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas“.

Dirigido por Genndy Tartakovsky e com com roteiro assinado por ele ao lado de Michael McCullers, o novo longa da Sony Pictures Animation tenta resgatar o humor do primeiro filme que era capaz de divertir famílias inteiras, e não somente os pequeninos, e até obtém certo êxito nisso; porém tem dificuldades em encontrar seu foco, ritmo e falha ao navegar por caminhos tão clichês e previsíveis que não causam surpresa nenhuma no expectador.

Imagem: divulgação

Produzido por Michelle Murdocca, a nova aventura dos monstros começa lá atrás, com um flashback do século 19. Nesta pequena introdução, somos apresentados ao vilão principal do filme: Abraham Van Helsing, um lendário caçador de monstros que falhou em todas as suas tentativas de exterminar Drac e seus amigos, mas nem por isso se deu por vencido. Descendente de uma geração de caçadores, ele pretende manter vivo o legado da família.

De volta ao presente, Drac está mais atarefado do que nunca com o Hotel, realizando eventos e festas. Mesmo trabalhando ao lado de sua filha, neto, genro e amigos, o vampiro sente-se sozinho e solitário. Estranhando o comportamento do pai, Mavis decide que é hora dele tirar umas férias, e resolve o presentear com uma viagem num cruzeiro especial para monstros! No entanto, o que prometia ser uma semana tranquila logo se transforma num pesadelo em alto mar, principalmente quando o vampiro se apaixona por Ericka, a capitã do navio.

Imagem: divulgação

Com tantos personagens em tela e núcleos para desenvolver, o roteiro dá sinais de inchaço e faz um verdadeiro malabarismo para tentar dar conta de todos eles. Resultado disso é que o longa vira uma espécie de amontoado de curtas, cada um contendo determinados grupos e sub-tramas, que carecem de um tom de unidade. A edição rápida e acelerada faz a plateia ir de um lado para o outro, mas por sorte, a história rasa e nada inspirada não deixa o espectador perdido no meio da viagem.

Recheado de piadas e situações que irão divertir os mais jovens e os mais velhos (diferente do segundo filme que só focou nas crianças), e que de certo modo camuflam as falhas do roteiro, como o romance central demasiadamente clichê e o final totalmente previsível desde o início, “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas” abusa das cores e das músicas pop na trilha sonora para entreter e passar a mensagem que vem defendendo desde o primeiro longa: não importa se você é humano, monstro ou unicórnio, você é perfeito do jeito que é!

NOTA: 5,0


Direção: Genndy Tartakovsky;
Duração: 1h38;
Gênero: animação, comédia;
Classificação Indicativa: livre;
Sinopse: No novo filme da Sony Pictures Animation, Drácula e sua turma embarcam em um cruzeiro monstruosamente luxuoso. Mas as férias do sonho logo se transformam em um pesadelo quando Mavis percebe que Drac está se apaixonando por Ericka, a misteriosa capitã do navio, que guarda um perigoso segredo que pode destruir completamente a vida de todos os monstros.

Trailer:

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One thought on “Crítica: “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas””

  1. Eu nao gostei muito do filme, mas na verdade foi feito para vender nas ferias das crianças. Para quem gosta do Sandler e da dublagem que fez, é um dos Melhores filmes de Adam Sandler o desenho é ótimo. Tem uma trilha boa e como todos os filmes dele da para assistir com toda a família e rir um tempo. O Adam Sandler nao é um dos meus atores favoritos, mas o filme é tranquilo.

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