Em um gênero há tempos saturado, a série “Invocação do Mal” têm se destacado como um dos marcos do terror no século XXI; tanto que chega agora em seu terceiro spin-off com “A Maldição da Chorona“, que estreia nos cinemas em 18 de abril. Desta vez, a história adapta uma conhecida lenda urbana da cultura mexicana, sobre um espírito vingativo conhecido como ‘La Llorona’, uma mulher que matou os próprios filhos afogados e agora persegue crianças inocentes para substituir as que perdeu.

Na trama, Anna Garcia (Linda Cardellini) é uma assistente social que descobre uma mãe mantendo seus dois filhos trancados em um armário dentro de casa. Apesar dos apelos desesperados de Patricia (Patricia Velásquez) de que ela está na verdade protegendo as crianças, Anna consegue tirar os meninos dos cuidados da mãe e os leva para um abrigo. Porém, na mesma noite, os dois aparecem mortos depois de serem afogados em um rio, e a mãe se torna a principal suspeita do crime.

Imagem: divulgação

Mas logo fica claro que a verdadeira culpada pelas mortes é La Llorona. Como Patricia culpa a assistente social pela perda, ela então reza para que o espírito maligno persiga os filhos de Anna e os leve embora, para que em troca devolva seus meninos. Aceitando ou não a proposta, La Llorona passa a atormentar as vidas da família de Anna.

Em “A Maldição da Chorona“, o diretor Michael Chaves, que também deve ficar encarregado da direção de “Invocação do Mal 3“, segue os passos de James Wan, diretor e produtor da série original, e faz um ótimo uso do escuro e dos ambientes mais fechados para criar uma atmosfera de suspense. Porém, mesmo com a boa ambientação e boas atuações, a trama sofre com a previsibilidade na hora de assustar o público. Todo o roteiro na verdade é bem raso e previsível, e se não fosse a adição de uma lenda do folclore mexicano, seria fácil dizer que já vimos esse mesmo enredo incontáveis vezes.

Imagem: divulgação

Ainda que ganhe alguns pontos de originalidade pela presença da cultura latina na história, o filme não se arrisca muito e ainda é, em seu cerne, uma história totalmente hollywoodiana. Apesar de ser viúva de um policial latino, nem a personagem principal ou seus filhos se identificam como latinos e não falam uma palavra de espanhol; língua que só é mais usada pela própria “Chorona” e pela mãe que é tida como louca após perder seus filhos para o espírito demoníaco. Portanto, o que poderia ser um diferencial da trama, acaba sendo muito mal utilizado.

Por outro lado, um aspecto interessante da narrativa são suas doses de humor, nem sempre intencionais, mas eficazes na proposta, principalmente a partir da metade do filme com o surgimento do personagem de Rafael (Raymond Cruz), que acaba misturando os papéis de ex-padre com experiência no sobrenatural e alívio cômico. A mistura funciona principalmente porque o filme sabe o que a audiência quer, e ainda que não seja nada espetacular em sua execução, deve ao menos satisfazer o público que procura por alguns sustos no cinema, ainda que deixe a desejar em comparação aos outros capítulos da franquia de terror.

NOTA: 6,0


Direção: Michael Chaves;
Duração: 1h33;
Gênero: terror;
Classificação Indicativa: 14 anos;
Sinopse: Na Los Angeles da década de 1970, uma assistente social criando seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona. A lenda conta que, em vida, La Llorona afogou seus filhos e depois se jogou no rio, se debulhando em lágrimas. Agora, ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.

Trailer:

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