“Se quiser paz, prepare-se para a guerra”. O famoso ditado, do latim “Si vis pacem, para bellum”, é o que dá nome ao mais recente capítulo da franquia “John Wick“, com o astro Keanu Reeves. E o subtítulo não poderia ser mais direto. Para quem for ver “John Wick 3: Parabellum” nos cinemas, pode se preparar para pouco mais de duas horas de uma verdadeira guerra recheada de lutas épicas, muito tiroteio, e muito, muito sangue!

Intenso desde o primeiro momento, o filme começa com uma corrida literal contra o tempo, segundos após o fim do longa anterior, quando John Wick (Keanu Reeves) quebra a principal regra da organização secreta para a qual trabalhava. O ex-assassino então se torna o principal alvo da empresa e passa a ser caçado por uma recompensa de US$ 14 milhões. Cercado de inimigos por todos os lados, ele precisa enfrentar os maiores matadores do mundo para se manter vivo enquanto tenta escapar de Nova York.

Imagem: divulgação

Como nas produções anteriores, a trama desta é bem simples e direta, mas não menos efetiva em fazer o público fixar o olhar na telona para ver o ícone Keanu Reeves enfrentar hordas e mais hordas de assassinos letais! Para quem gosta do gênero e se encantou com os dois primeiros capítulos da franquia, esse é um prato cheio, pois o diretor Chad Stahelski trouxe de volta tudo o que funcionou antes, e em dobro.

As cenas de ação, que tomam conta quase da história inteira, continuam a ser verdadeiros espetáculos de adrenalina, agilidade e brutalidade. Os poucos cortes de câmera e as coreografias de luta muito bem executadas deixam tudo incrivelmente fluído. Os confrontos também ficaram ainda mais inventivos, com uma interatividade maior com os cenários durante as lutas e até uma sequência com cães de ataque que roubam a cena e criam um dos melhores momentos do longa.

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Assim como o filme anterior explorou um pouco mais da mitologia do universo criado para a franquia, o terceiro capítulo também expande alguns detalhes dessa realidade, principalmente com a adição de algumas personagens novas. Ainda assim, o enredo traz apenas o necessário para oferecer algo de novo, sem jogar todas as respostas no colo do espectador, o que é na verdade um dos acertos da série como um todo e um de seus charmes.

Com 54 anos, Keanu Reeves continua a mostrar porque é um dos grandes nomes do gênero de ação no cinema. Ainda que seu personagem desta vez tenha menos cenas dramáticas em comparação aos filmes anteriores, ele entrega mais que o suficiente para convencer na pele de um assassino que já perdeu tudo o que tinha, mas não seu instinto de sobrevivência e desejo de vingança.

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A cinematografia também continua a ser um show à parte. A Nova York de “John Wick” é brutal e perigosa, mas consegue carregar com si uma certa beleza, com cenários únicos a cada cena; que conseguem por vezes até abusar de cores mais vibrantes sem perder a essência e característica da história.

É difícil quebrar o argumento de que a franquia “John Wick“, como um todo, é pouco mais do que uma desculpa para grandiosos filmes de ação carregados de testosterona e muita pancadaria. Porém, entre os filmes que podem se encaixar nessa categoria, “John Wick 3: Parabellum” ajuda a cimentar a franquia como uma das melhores dos últimos tempos!

NOTA: 9,0


Direção: Chad Stahelski;
Duração: 2h11;
Gênero: Ação;
Classificação Indicativa: 16 anos;
Sinopse: No terceiro filme da franquia de ação, o super assassino John Wick (Keanu Reeves) retorna com um preço de $14 milhões por sua cabeça com um exército de assassinos a sua caça. Depois de matar um membro da alta cúpula da liga de assassinos internacionais, John Wick é excomungado, mas homens e mulheres mais perigosos do mundo ainda o procuram a cada esquina.

Trailer:

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