Dois jovens que, na superfície, parecem ser o oposto um do outro, têm suas vidas conectadas de uma hora pra outra através de uma série de eventos improváveis. Um pode chamar de destino, a outra, mera coincidência, enquanto a maioria deve enxergar o óbvio: a mais nova adaptação de um romance adolescente com todas as fórmulas para encantar seu público-alvo.

Com estreia marcada para esta quinta-feira (16), “O Sol Também é Uma Estrela” é a adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome da autora Nicola Yoon, que já tinha alcançado um relativo sucesso com seu primeiro trabalho, “Tudo e Todas as Coisas“, que também ganhou uma adaptação para as telonas em 2017.

Imagem: divulgação

Na história, Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem de 17 anos que nasceu na Jamaica, mas vive com sua família de imigrantes em Nova York. Prestes a serem deportados, Natasha precisa correr contra o tempo para achar uma maneira de reverter a decisão do juíz e manter a família nos EUA. Enquanto isso, Daniel (Charles Melton) vem de uma família coreana que o pressiona constantemente a correr atrás de seu futuro como médico, ainda que não seja o desejo do garoto.

Através de uma série de coincidências (ao menos de acordo com Natasha), os dois jovens de mundos diferentes se encontram na vasta Grande Maçã. Convencido de que o destino os colocou juntos, Daniel promete fazer de tudo para conquistar a cética Natasha durante o período de apenas um dia. Mas a possibilidade de que ela seja deportada no dia seguinte ameaça a possível felicidade do casal.

Imagem: divulgação

Dirigido por Ry Russo-Young, o filme abraça vários clichês bregas do gênero, principalmente no primeiro ato e em como o roteiro une os personagens e desenvolve seu relacionamento. Mas é inegável que o espectador mais casual vai acabar deixando isso de lado uma vez que o casal começa sua jornada romântica, principalmente por causa da boa química entre os atores principais, e os vários momentos fofos – novamente com alguns clichês, porém mais ponderados – que farão o público se emocionar e torcer por eles.

Um dos aspectos mais interessantes da trama é que, mais além de apenas um romance entre duas pessoas que se conheceram por acaso, ela também aborda a questão complicada da imigração nos EUA. A história não se permite ficar muito séria e divagar demais no ramo da política, – o que, de qualquer jeito, não combinaria com a proposta – mas apresenta a questão como um problema social, que se torna o maior impedimento para o casal.

Imagem: divulgação

Infelizmente as histórias com grande potencial dos personagens secundários, em especial as famílias dos dois jovens, acabam sendo deixadas mais de lado, provavelmente por uma questão de tempo; o que não prejudica o desenvolvimento do relacionamento do casal, mas deixa um gostinho de quero mais, talvez para o público buscar a obra original e se aprofundar mais nos personagens.

A cinematografia, com um olhar romântico sobre a bela e mágica Nova York, ajuda a construir o clima da narrativa, e algumas quebras de roteiro em que a história deixa os personagens de lado para explicar algo que a complementa deixa tudo um pouco mais dinâmico e cria uma estética especial para o longa. “O Sol Também é Uma Estrela” não transcende tanto o gênero do romance adolescente e suas fórmulas, mas tem suficientes momentos criativos e divertidos para encantar quem for aos cinemas em busca daquela velha e boa história de amor.

NOTA: 7,0


Direção: Ry Russo-Young;
Duração: 1h40;
Gênero: drama, romance;
Classificação Indicativa: a definir;
Sinopse: Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem extremamente pragmática, que apenas acredita em fatos explicados pela ciência e descarta por completo o destino. Em menos de 12 horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel (Charles Melton) e se apaixona subitamente, o que coloca todas as suas convicções em questão.

Trailer:

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