Atualmente em cartaz em diversas cidades do país, o drama de horror “A Sombra do Pai“, da diretora Gabriela Amaral Almeida (“O Animal Cordial“), terá uma sessão especial gratuita nesta sexta-feira (17), às 19h, no Museu da Imagem e do Som – MIS, seguida de debate sobre paternidade! Participarão como debatedores a diretora do longa e representantes dos grupos Balaio de Pais e Papo de Homem. A mediação será feita pelo produtor Rodrigo Sarti.

Com roteiro assinado pela própria Gabriela, o filme conta a história de Dalva (Nina Medeiros), uma menina de nove anos às voltas com o silêncio do pai, o pedreiro Jorge (Júlio Machado), que fica mais e mais triste após perder o melhor amigo em um acidente. A irmã de Jorge, Cristina (Luciana Paes), administrava a vida de pai e filha desde a morte da mãe da menina, há três anos. Quando Cristina deixa a casa do irmão para se casar, Jorge e Dalva precisam enfrentar a distância que os separa. Fã de filmes de terror, Dalva acredita ter poderes sobrenaturais e ser capaz de trazer a mãe de volta à vida. À medida que Jorge se torna mais ausente – e eventualmente perigoso –, a Dalva resta a esperança de que sim, sua mãe há de voltar.

Confira o trailer:

‘A Sombra do Pai’ caminhou lado a lado às minhas descobertas como artista. Acompanhou meus curtas e os roteiros que escrevi para outros diretores. É um texto que reflete este caminho, de forma intuitiva, e que está muito próximo de minha autodescoberta como escritora e diretora. É um filme especial e bastante íntimo“, explica Gabriela, que trabalha no roteiro do filme há anos e tinha a intenção de lançá-lo como seu primeiro trabalho.

Sobre o personagem vivido por Júlio Machado, a diretora comentou: “o personagem Jorge é o lixo tóxico de um sociedade hiper-capitalista e cruel. Ele é vítima e algoz de quem lhe é imediatamente mais fraco – no caso, a filha. É também o subproduto de nossa sociedade patriarcal. O arquétipo do homem forte, viril, apolíneo – mas que, por dentro, está desmoronando pelo simples fato de não saber amar, cuidar, chorar, pedir ajuda, ou seja, por não saber fazer absolutamente nada que o coloque numa suposta condição de ‘fragilidade’. O monte de músculos e força que ele aparenta ser contrasta com a pilha de medos, angústias e incertezas que ele realmente é“.

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