Todo mundo já observou o céu à noite e se perguntou “será que estamos sozinhos neste universo?” pelo menos uma vez na vida. Muita gente já viu luzes estranhas entre as estrelas, enquanto outros vão além e dizem ter visto OVNIs. Alguns poucos, por sua vez, juram ter feito contato com formas de vida extraterrestres. Será verdade mesmo?

Bem, se tais relatos são verídicos ou não, nós nunca saberemos; afinal, quando “MIB – Homens de Preto” estreou nos cinemas em 1997, tomamos conhecimento de que existe uma organização muito bem articulada responsável por esse tipo de situações, auxiliando inclusive estes visitantes de outros mundos durante sua passagem por nosso pequeno planeta azul. Tal história fez bastante sucesso, rendendo posteriormente duas continuações. Agora, sete anos após o último lançamento da franquia, estreia nas telonas de todo o país “MIB: Homens de Preto – Internacional“, uma sequência com ares de reboot que tem a missão de dar novo fôlego de vida à saga.

Imagem: divulgação

Dirigido por F. Gary Gray, este longa não tem nenhuma conexão direta com os eventos exibidos na trilogia anterior. Logo, aqueles que não se recordam ou não viram os filmes estrelados por Will Smith e Tommy Lee Jones não precisam se preocupar (apenas irão perder uma ou outra referência)! Escrita por Matt Holloway e Art Marcum, a história tem início há alguns anos, com uma batalha bem-sucedida entre os Agente H (Chris Hemsworth) e Agente T (Liam Neeson) contra a Colmeia, uma criatura alienígena poderosa e perigosa que ameaçava nosso planeta.

Após salvarem a Terra, o Agente T assume uma posição de alto-nível na hierarquia da MIB, enquanto o Agente H continua em campo, mas com toda a fama de herói. No meio-tempo, a jovem Molly (interpretada pela fofa Mandeiya Flory) tem um contato direto com um alienígena, um tarantiano! Como em qualquer outra situação similar, os agentes da MIB aparecem em sua casa, mas só apagam a memória de seus pais. Já adulta (agora interpretada por Tessa Thompson), ela encontra a MIB sozinha e consegue entrar para o time, e logo em sua primeira missão, embarca numa grande aventura pela Europa com o Agente H, atrás de uma misteriosa dupla de aliens supostamente à serviço da Colmeia.

Imagem: divulgação

Apesar de dispôr de, literalmente, todo um universo para explorar, “MIB: Homens de Preto – Internacional” é um filme que não arrisca. Na verdade, em vários momentos a produção dá sinais de preguiça, a começar pelos alienígenas que aparecem durante a projeção. Ou eles são muito humanoides, ou seu CGI é mal-feito, ou simplesmente são mal-caracterizados. Um, em especial, possui apenas uma peruca egípcia e um terceiro braço como diferencial. Uma piada! Em seguida temos um roteiro fraco. Ainda que o primeiro ato seja instigante, a trama se torna rasa do segundo em diante, culminando num final previsível e clichê. O clímax então, piegas!

Reprisando a parceria vista em “Thor: Ragnarok“, Chris Hemsworth e Tessa Thompson não tem força suficiente para elevar o nível da produção, apoiando em seus carismas a árdua tarefa de manter a plateia o mínimo interessada. Eles até funcionam bem juntos, mas suas jornadas não apresentam motivações consistentes que façam o público se interessar de verdade pela história. Porém, nada é mais decepcionante do que a participação feminina no longa. Vendida como um história moderna, o roteiro se mostra conservador ao direcionar a trama mais para os homens. Emma Thompson aparece rapidamente em somente duas cenas, e mesmo Tessa se encontra numa posição inferior a de Hemsworth quando falamos em peso dramático. Com um texto básico que não desafia o público, “MIB: Homens de Preto – Internacional” é um triste desperdício de tempo para todas as espécies de vida no universo.

NOTA: 5,5


Direção: F. Gary Gray;
Duração: 1h55;
Gênero: fantasia, ficação científica;
Classificação Indicativa: 12 anos;
Sinopse: Os Homens de Preto sempre protegeram a Terra da escória do universo. Nessa nova aventura, eles enfrentam a maior e mais global ameaça de todas: um espião infiltrado na organização MIB.

Trailer:

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