Em 2013, o diretor, roteirista e produtor James Wan revolucionou todo um gênero com o lançamento de “Invocação do Mal“, atraindo fama ao casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, e criando uma trama baseada na dramatização de um de seus casos mais famosos. A ideia deu tão certo que rendeu não só uma continuação, como vários filmes derivados.

Seis anos depois, a franquia chega ao seu sétimo capítulo com “Annabelle 3: De Volta Para Casa“, que funciona como uma ponte entre os eventos do primeiro “Annabelle” e “Invocação do Mal“. Na história, o casal Warren leva a temível boneca que dá nome ao longa para casa, depois de ajudar uma família que estava sendo afetada pela presença demoníaca que reside nela.

Imagem: divulgação

Sabendo que a boneca deve permanecer isolada a todo custo, os Warren a trancam dentro de uma caixa de vidro em sua sala cheia de artefatos que, de alguma maneira, são envolvidos com assombrações, possessões demoníacas e outras coisas do gênero. Quando o casal sai por alguns dias à trabalho, eles deixam a filha Judy (McKenna Grace) aos cuidados da babá Mary Ellen (Madison Iseman).

A melhor amiga de Mary Ellen, Daniella (Katie Sarife), vê nisso a oportunidade perfeita para tentar descobrir algo na casa dos investigadores paranormais que possa ajudá-la a se comunicar com seu pai, recentemente morto num acidente de carro que ela se culpa por ter acontecido. Quando a jovem acaba abrindo a caixa de Annabelle, ela liberta um terror maior do que qualquer uma das três poderia ter sonhado.

Imagem: divulgação

Apesar de compartilhar da mesma estética e estilo de filmagem e edição dos filmes predecessores, o diretor Gary Dauberman segue na linha de “Annabelle 2: A Criação do Mal“, e se preocupa mais em construir o clima de suspense aos poucos, atiçando o espectador com várias cenas em que ele espera um susto que não vem.

Isso pode decepcionar um pouco os fãs da saga principal, cujos dois filmes foram recheados de momentos para fazer o público saltar da cadeira do cinema, enquanto “Annabelle 3: De Volta Para Casa” é um longa muito mais contido nesse aspecto, especialmente nos dois primeiros atos. Ainda assim, o filme resgata uma certa dose de criatividade em suas cenas mais tensas, o que sempre elevou a franquia em relação à maioria dos longas do gênero.

Fãs da franquia devem ficar animados com o retorno de Patrick Wilson e Vera Farmiga, mais uma vez esbanjando carisma natural nos papéis de Ed e Lorraine Warren, ainda que sua participação no filme seja bem reduzida. Por sorte, a jovem McKenna Grace surpreende como Judy, a filha do casal, enquanto o restante do elenco também funciona bem dentro de seus papéis.

O sétimo capítulo da franquia de James Wan traz uma história de terror bem contida, mas que ainda assim tem força suficiente para mostrar que Hollywood não vai desistir tão cedo de tentar te assustar com bonecas arrepiantes feitas de porcelana, e que a maior franquia de terror dos últimos anos ainda deve resistir nas telonas por mais algum tempo!

NOTA: 7,5


Direção: Gary Dauberman;
Duração: 1h46;
Gênero: Terror;
Classificação Indicativa: 16 anos;
Sinopse: Quando Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) deixam sua casa durante um fim de semana, a filha do casal, a pequena Judy Warren (McKenna Grace), é deixada aos cuidados de sua babá (Madison Iseman). Mas as duas entram em perigo quando a maligna boneca Annabelle, aproveitando que os investigadores paranormais estão fora de jogo, anima os letais e aterrorizantes objetos contidos na Sala dos Artefatos dos Warren.

Trailer:

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