Filmes de espiões e agentes secretos quase sempre parecem a mesma coisa. Temos de um lado um profissional de alto destaque, que recebe uma missão quase impossível e precisa cumpri-la de modo que não exponha a instituição para a qual trabalha; e, do outro lado, temos um vilão com complexo megalomaníaco com planos de destruir uma cidade, um país ou o mundo todo. De qualquer forma, ele é uma ameaça a segurança da sociedade.

Nesse aspecto, “Anna – O Perigo Tem Nome” consegue inovar um pouco. Escrito e dirigido por Luc Besson, o mesmo diretor de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas“, “Lucy“, “O Quinto Elemento” e “O Profissional“, o foco de sua nova produção não é a missão em si, mas a agente. Repetindo uma tendência de seus últimos trabalhos, Besson aposta mais uma vez no protagonismo feminino para sua história, estrelada pela modelo e atriz russa Sasha Luss.

Imagem: divulgação

Das vielas escuras e apartamentos sujos de Moscou para uma vida de modelo em Paris, e, posteriormente, diversas cidades ao redor do mundo, podemos dizer que a vida de Anna Poliatova (Sasha) mudou da água para o vinho rapidamente. Se antes a jovem encontrava-se num relacionamento tóxico e não tinha perspectiva nenhuma de futuro, agora o céu é o limite. Porém, quanto maior é o voo, maior é a queda, e Anna quer ir muito além por sua liberdade.

Repleto de reviravoltas ao longo de suas duas horas de projeção, é difícil comentar determinados pontos do roteiro sem deixar escapar algum spoiler, então colocarei este aspecto do filme de lado, afim de evitar estragar qualquer surpresa para o espectador. Restrito-me a dizer apenas que há um vai e vem temporal agressivo durante a trama, que poderá causar ao espectador grandes momentos de confusão mental, algo que com certeza irá desagradar alguns.

Imagem: divulgação

Como dito no início do texto, o foco do longa não é a missão, e sim Anna. Apesar de trabalhar para a KGB, chamando atenção da CIA, a jovem está mais interessada em garantir um futuro tranquilo para si mesma. Sua vida é sua causa, sua paz é sua missão. No entanto, a atuação distante e pouco expressiva de Sasha Luss não é capaz de conquistar quem está na poltrona, de modo que seus atos não tenham torcida pela plateia. Nas cenas de modelo e ação ela se sai muito bem, porém no drama escorrega.

Por falar nas cenas de ação, elas são definitivamente a melhor coisa do filme. Repletas de violência e movimentos muito bem coreografados, as sequências são de tirar o fôlego e nos deixando com os olhos presos à tela! O elenco coadjuvante também não faz feio, com destaque para a performance de Helen Mirren, que vive a rabugenta veterana da KGB Olga. Com uma triângulo amoroso desnecessário, “Anna – O Perigo tem Nome” é um entretenimento de ação interessante, mas que soa pretensioso demais e pouco memorável.

NOTA: 6,0


Direção: Luc Besson;
Duração: 2h00;
Gênero: ação, thriller;
Classificação Indicativa: 16 anos;
Sinopse: Por trás da beleza marcante de Anna Poliatova há um segredo que irá expor sua indestrutível força e habilidade para se tornar uma das assassinas mais temidas do mundo. Uma eletrizante e emocionante viagem repleta de energia, reviravoltas surpreendentes e ação de tirar o fôlego. ANNA apresenta Sasha Luss na personagem que dá nome ao filme e traz um elenco com várias estrelas, incluindo a vencedora do Oscar Helen Mirren, Cillian Murphy e Luke Evans.

Trailer:

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