Seja sincero: quem não gosta de ficar por dentro de uma boa fofoca? Aquela que chega de surpresa, com direito a prints e áudios que ajudam a compreender melhor a história! Não importa se ela envolve uma celebridade ou um anônimo, todo mundo adora ficar por dentro dos últimos acontecimentos. O fato é que a curiosidade humana é um terreno fértil, e foi nele que a série “Gossip Girl” criou raízes e floresceu, se tornando um fenômeno jovem entre 2007 e 2012.

Com seis temporadas ao todo, a primeira versão da série acompanhava um grupo de estudantes das escolas de elite no Upper East Side de Manhattan, em Nova York, que tinham seus segredos revelados num blog de autoria anônima. Agora, nove anos após os acontecimentos que agitaram a alta sociedade nova-iorquina, um novo grupo de jovens ricos e privilegiados está na mira da garota do blog, que retorna poderosa através de um perfil no Instagram!

Imagem: divulgação

Desenvolvido por Joshua Safran, responsável por escrever e atuar como produtor executivo da série original e que agora assume o papel de showrunner, o reboot de “Gossip Girl” não quer competir com a série original, tampouco se distanciar dos dramas vividos por Serena e Blair. Pelo contrário, logo no primeiro episódio, liberado nesta quinta-feira (08) na HBO Max, o enredo se inspira nos conflitos dos velhos personagens enquanto pavimenta seu próprio caminho.

Ambientada num mundo pós-pandemia, a série começa com o primeiro dia de aula presencial no colégio Constance St. Jude, uma ocasião altamente aguardada pela influencer Julien Calloway (Jordan Alexander) e a novata Zoya Lott (Whitney Peak). Apesar de nunca terem se visto pessoalmente, as duas são meia-irmã por parte de mãe, e há tempos planejam este encontro. Porém, enquanto os jovens parecem ter tudo sob controle, há um grupo bem desconfortável nessa história toda: os professores!

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Constantemente ameaçados e desrespeitados pelos alunos e seus pais ricos, os educadores se veem num verdadeiro beco sem saída. Como recuperar a autoridade que tinham nos velhos tempos, antes das redes sociais serem consideradas mais importantes que a sala de aula? É então que eles encontram num velho blog de fofocas a solução para os seus problemas! Sim, os professores são a nova Gossip Girl, e isso não é spoiler.

A escolha de deixar claro para o público a identidade da garota fofoqueira é um acerto do reboot, que assim evita repetir a fórmula da série original e, consequentemente, eventuais comparações desnecessárias. Colocar os professores como contraponto aos jovens nesse primeiro momento também é uma boa ideia, pois sai do clichê básico de aluno popular vs aluno impopular (mesmo que isso acabe acontecendo). É claro que, em algum momento, os educadores vão perder o controle da situação; mas até isso acontecer, será interessante acompanhar o desenrolar dos eventos!

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Outro ponto que merece elogio é a diversidade racial do elenco. Ainda que todos pareçam modelos e estejam dentro do padrão de beleza, é muito bom ver mais de um personagem negro no elenco principal, especialmente no papel de protagonista. Já a diversidade sexual dos personagens deverá ser explorada nos próximos episódios, tendo em vista que o jovem Max, vivido por Thomas Doherty, é pansexual.

Com um tom mais sóbrio que o habitual para séries voltadas ao público adolescente, salientado pela paleta de cores fria, figurinos belíssimos, a dose certa de drama e veneno, e um ritmo agradável, o primeiro episódio de “Gossip Girl” é um começo viciante com bastante potencial a ser explorado. Talvez os fãs mais fervorosos da versão original da série encontrem mais dificuldade para apreciar o reboot, mas se forem com a mente aberta, poderão se divertir muito!

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