A culminação épica dos 11 anos do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) nas telonas foi em “Vingadores: Ultimato” (2019), uma conclusão que gerou muita expectativa e fechamentos de arcos em seus personagens. Uma delas foi Natasha Romanoff (Scarlett Johansson). Sua linha se fecha diante de seu sacrifício para salvar o universo em troca da joia da alma no planeta Vormir; mas por muitos anos, os fãs da Marvel e da atriz pediram que estúdio realizasse um longa para essa que foi a “primeira” heroína a ganhar destaque em meio a cultura pop. Depois de muita espera e constantes adiamentos por causa da pandemia, o dia da “Viúva Negra” chegou.

O filme se passa após os acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016). Natasha está foragida por causa do acordo de Sokovia e no meio dessa “vigilância” é atacada pelo vilão conhecido por Treinador, que possui visão fotocopiadora de habilidades fiéis a qualquer lutador. Na briga, o soldado mascarado quer um equipamento que pertence ao passado obscuro da heroína, e assim dá início a sua jornada de acerto de contas.

Imagem: divulgação

Romanoff vai em busca de sua antiga vida e respostas para o que ocorreu e acaba encontrando sua antiga família. Helena (Florence Pugh), sua irmã que também foi submetida a sala vermelha (a qual tivemos um pequeno vislumbre em “Vingadores: A Era de Ultron” de 2015), uma entidade que recrutava meninas a força e as esterilizavam para serem espiãs frias e assassinas infiltradas; Melina (Rachel Weisz), sua mãe e outra Viúva Negra; e Alexei (David Harbour), o Guardião Vermelho, uma espécie de Capitão América soviético. Assim, todos embarcam para acabar com o grande vilão do filme que criou essa iniciativa.

O longa é uma missão na qual sua cosmologia se apoia em filmes e séries clássicas de espionagem, temas que já apareceram no universo Marvel e que condiz com a personagem nos quadrinhos. Contudo, a diretora Cate Shortland nos faz imergir dentro de uma linha narrativa apressada, previsível do início ao fim, com resoluções simplificadas e pouca ousada para um filme de despedida da atriz Scarlett Johansson.

Imagem: divulgação

Os antagonistas acabam se tornando meros coadjuvantes diante de um tema “pesado”, no qual poderiam ganhar mais embasamento; porém a “fórmula” Marvel acaba anestesiando uma abertura de possibilidades para aprofundar e tornar uma espionagem no estilo “Capitão América: O Soldado Invernal” (2014), em que a própria Scarlett participa e brilha. Já entre os protagonistas, suas cenas são rasas e dispõem de pequeno espaço em tela. Piadas entram em momentos dramáticos, diminuindo o grau de gravidade dos acontecimentos. A trama tem boas cenas de ação e fotografias que lembram as usadas pelos diretores irmãos Russo.

No geral, o filme serve como um bom entretenimento para todos, estando disponível nos cinemas brasileiros e no Disney+ por R$ 70. A despedida de Natasha explora ainda mais o rico universo compartilhado da casa das ideias nas telonas, com novas histórias e infinitas possibilidades, deixando o futuro em aberto (e os fãs sabem aonde isso irá levar).

Texto escrito por Lucas Venancio.


Direção: Cate Shortland;
Duração: 2h14;
Gênero: ação, aventura;
Classificação Indicativa: 12 anos;
Sinopse: Ao nascer, a Viúva Negra, então conhecida como Natasha Romanova, é entregue à KGB, que a prepara para se tornar sua agente suprema. Porém, o seu próprio governo tenta matá-la quando a União Soviética se desfaz.

Trailer:

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