Já percebeu como todas as nossas experiências cinematográficas, sejam elas positivas ou negativas, estão diretamente ligadas às nossas expectativas? Às vezes estamos tão ansiosos por um filme que, ao assisti-lo, nossas expectativas não são completamente atingidas, mesmo o filme sendo bom. Também acontece de vermos um filme sem expectativa nenhuma e, no final, sermos surpreendidos e termos uma boa experiência com ele. É o caso de “Venom – Tempo de Carnificina“.

Dirigido por Andy Serkis, com roteiro de Kelly Marcel e história escrita por Tom Hardy e Marcel, o longa possui uma trama simples. Após os eventos do primeiro filme, Eddie Brock (Tom Hardy) encontra-se num momento mais fraco de sua carreira, e seu relacionamento com Venom também não está na melhor fase. O simbionte reclama constantemente da falta de liberdade e das regras impostas pelo jornalista, que não o deixa agir como Protetor Letal de São Francisco, perseguindo e devorando os caras maus.

Imagem: divulgação

Quando Eddie é convocado pelo serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson) para entrevistá-lo na prisão, a possibilidade de obter um furo jornalístico se torna o fator determinante para o nascimento do vilão Carnificina! Agora, junto dessa versão mais sanguinária do simbionte, Cletus parte em busca de vingança enquanto procura resolver algumas pendências e promessas de seu passado, que incluem a meta-humana Frances Barrison (Naomie Harris).

Insano e barulhento do começo ao fim, “Venom – Tempo de Carnificina” mantém o tom do primeiro filme e abraça a essência caótica do personagem-título. Mais descompromissado que seu antecessor, o longa não tenta se levar a sério e entrega um roteiro de fácil entendimento, que não exige muito do espectador e se desenrola de maneira frenética mas confortável. Embora não possua muita profundidade, a história se desenvolve a partir do relacionamento dos personagens principais: Eddie e Venom, Cletus e Frances. Por baixo das piadas e cenas explosivas, trata-se de um filme de romance!

Imagem: divulgação

A química entre Venom e Eddie, ambos interpretados por Tom Hardy, é muito boa. O britânico provou ser a escolha perfeita para dar vida aos personagens, que possuem personalidades bastante diferentes. O humor do simbionte, que funciona como alívio cômico do filme, encaixa bem com o jeito mais retraído do jornalista. Woody Harrelson também está confortável na pele de mais um personagem excêntrico, agindo como um bom contraponto. Apesar de rápida, a participação de Michelle Williams é mais interessante e pragmática que no primeiro filme, sendo uma boa adição ao enredo.

Do ponto de vista técnico, o longa derrapa um pouco nos efeitos visuais mas acerta nas sequências de ação. A trilha sonora é boa e combina com a pegada do filme, transformando a sala de cinema num show de heavy metal em alguns momentos. Contudo, a faixa original “Last One Standing” de Skylar Grey, Polo G, Mozzy e Eminem é mais fraca que a apresentada no longa anterior. Ao fim da projeção, “Venom – Tempo de Carnificina” cumpre a promessa de entreter, podendo ser bem divertido para quem adentrar a sala de cinema com expectativas não muito altas. Ah, e também não espere muitas mortes, ao contrário do que o título sugere!

P.S.: a cena pós-créditos (só há uma) abre a porta para um novo universo de possibilidades que vai deixar os fãs do amigão da vizinhança empolgados!

NOTA: 7,0


Direção: Andy Serkis;
Duração: 1h45;
Gênero: ação, ficção-científica;
Classificação Indicativa: 14 anos;
Sinopse: Tom Hardy retorna às telonas como o protetor letal Venom, um dos maiores e mais complexos personagens do universo MARVEL. Dirigido por Andy Serkis, com roteiro de Kelly Marcel e história de Tom Hardy e Marcel, o filme também traz no elenco Michelle Williams, Naomie Harris e Woody Harrelson no papel do vilão Cletus Kasady / Carnificina. “Venom –Tempo de Carnificina” estreia exclusivamente nos cinemas.

Trailer:

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