Aqui vamos nós de novo. Mais um filme do Homem-Morcego. Outra adaptação deste personagem que já foi tão explorado nas telonas (e telinhas). Será que Matt Reeves tinha mesmo uma história tão boa que valesse a pena ser contada? E a resposta é: Absolutamente sim!

O diretor, não tem tempo a perder, inicia o longa como se fosse literalmente uma segunda edição da revista mensal do personagem. Sem procrastinar introduz o nosso vilão, Charada (Paul Dano), aonde vemos seus primeiros passos que estenderia ao longo de todo o percurso de narrativa. 

Imagem: divulgação

Por outro lado, vemos o Bat-sinal que nesta trama ganha “vida” mostrando como a luz do morcego é vista e sentida por todos os criminosos de Gotham City. Já o nosso Cavaleiro das trevas é imponente causando medo pelas sombras da escuridão, gerando imprevisibilidade de onde será sua próxima aparição. Todavia, quando aflora lembra os filmes de Western, porque sua caminhada leve e atordoante pode se ter paralelo à um “Xerife“, fazendo barulho característicos em suas botas como se fossem correntes.

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O Batman de Robert Pattinson, está no segundo ano como vigilante, ainda não ganhando 100% de confiança pelo DPGC (Departamento de Polícia de Gotham City). O único aliado fiel é o nosso querido comissário Gordon (Jeffrey Wright), que sempre participa das ações do morcego como uma dupla. Bruce Wayne é um jovem que está engatinhando o fato de levar uma vida dupla e tendo um amargor forte contra os que violam a lei, usando seu dilema “vingança” consigo.

Porém, o grande ponto do personagem sem dúvidas é seu lado detetivesco, na qual havia sido pouco explorado nos cinemas. Já aqui vemos o jovem Batman, lidando recorrentemente com suas habilidades em criminologia e condizendo mais ainda por causa do Charada. O vilão sempre tem enigmas com evidencias a serem decifradas e investigadas pela policia e pelo homem-morcego.

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Paul Dano, consegue transmitir uma sensação de sufocamento, tensão e psicopatia. O ator é o grande destaque do filme, levando seu personagem para uma espécie de Jig Saw (Jogos Mortais), para a cosmologia criada por Reeves. Revelando, mentiras, corrupções e a verdade. O Coringa de Joaquin Phoenix se torna um “ícone” indiretamente em seu longa. Entretanto o Charada, se tornar uma figura a ser seguida diretamente, como um influenciador contra tudo de mais podre que existe em Gotham.

A Mulher-Gato (Zoe Kravitz), ganha profundidade criando empatia com as motivações da personagem, mesmo sendo considerada uma ladra. Sua química com Batman, funciona e faz com que a trama se prolongue com grandes revelações. Por outro lado os mafiosos presentes: Pinguim (Colin James Farrell) e Falcone (John Michael Turturro), estão integralmente fiéis aos quadrinhos e com “pés no chão” sendo nivelado na medida certa para a história.

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Entretanto, o longa pode se tornar cansativo para as pessoas que não tem costume de ver uma trama a lá “Sherlock Holmes” onde o minimalismo, cautela de investigação e profundidade densa dos personagens, são a chave do desenvolvimento. O senso de gravidade do vilão não é muito alarmado por parte da sociedade de Gotham e que acaba tirando o peso que poderia se comparar ao pânico de “Batman: O Cavaleiro das Trevas” ou “Batman: Cavaleiro das Trevas Ressurge“, mas acaba se igualando como um gibi. Já Alfred (Andy Serkis), não é muito explorado, apenas em formas de motivação que o eleva.

Batman” consegue trazer renovação ao herói para o live-action, mostrando um lado detetive que se guia muito de referencias visuais da franquia dos games “Batman: Arkham“, tendo impacto com criticas a política, etnia branca e outros temas. O amadurecimento do protagonista é nítido, que vai apreendendo com seus erros que muito das vezes pode acabar influenciando pessoas a espelhar em vosso signo.

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O diretor já tinha informado diversas vezes que é fã do Batman e leu muitas HQs, bem como as usa como base de construção da linearidade narrativa em referencias a “Batman: Ego“, “Batman: O Longo Dia Das Bruxas” “Batman: Ano Um“, “Batman: Ano Zero” entre outros que os fanáticos ficaram satisfeitos.

NOTA: 8,5


Direção: Matt Reeves;
Duração: 2h 56min;
Gênero: Ação e Aventura;
Classificação Indicativa: 14 anos;
Sinopse: Batman (The Batman, no original) segue o segundo ano de Bruce Wayne (Robert Pattinson) como o herói de Gotham, causando medo nos corações dos criminosos, levando-o para as sombras de Gotham City. Com apenas alguns aliados de confiança – Alfred Pennyworth (Andy Serkis) e o tenente James Gordon (Jeffrey Wright) – entre a rede corrupta de funcionários e figuras importantes da cidade, o vigilante solitário se estabeleceu como a única personificação da vingança entre seus concidadãos. Mas em uma de suas investigações, Bruce acaba envolvendo o Comissário Gordon e ele mesmo em um jogo de gato e rato ao investigar uma série de maquinações sádicas, uma trilha de pistas enigmáticas, revelando que Charada estava por trás disso tudo. Porém, a investigação acaba o levando a descobrir uma onda de corrupção que envolve o nome de sua família, pondo em risco sua própria integridade e as memórias que tinha sobre seu pai, Thomas Wayne. Conforme as evidências começam a chegar mais perto de casa e a escala dos planos do perpetrador se torna clara, Batman deve forjar novos relacionamentos, desmascarar o culpado e fazer justiça ao abuso de poder e à corrupção que há muito tempo assola Gotham City.

Trailer:

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