A Sony Pictures, trouxe mais um personagem para seu universo compartilhado de “vilões” do Homem-Aranha, na qual se iniciou em Venom (2018), o anti-herói “Morbius“. Dirigido por Daniel Espinoza e interpretado por Jared Leto, que também conta com: Adria Arjona (Martine Bancroft), Jared Harris (Emil Nickols), Tyrese Gibson (Simon Stroud), Matt Smith (Milo) e Corey Johnson (Mr.Fox). Mas no final das contas, valeu a pena realiza-lo?

O longa se inicia nos mostrando a doença degenerativa rara no sangue de Michael Morbius, um cientista que ganhou seu doutorado aos 19 anos, que está fazendo o possível em pesquisas, testes laboratoriais para conseguir uma cura de sua patologia e de outras pessoas que sofrem da mesma enfermidade.

Entretanto, o filme volta no tempo para nos mostrar uma passagem de sua infância, em que vive dentro de um hospital realizada para crianças portadoras da doença e comandado pelo médico, Emil Nickols. Dentre isso, acaba conhecendo seu melhor amigo chamado Miles. Um garoto que sofreu de tramas por bullying e menosprezo por ser diferente.

Imagem: reprodução

Nickols, acaba notando que Michael, tem grandes habilidades intelectuais mesmo sendo um pequeno garoto. Porém, essa “percepção” feita por Emil é jogada na tela sem nenhuma explicação das ações de Morbius, somente uma cena que ele concerta um aparelho cardíaco com apenas uma mola de caneta esferográfica, isso definitivamente não convence. Assim, o personagem de Harris, acaba servindo apenas para um drama no decorrer da jornada que é uma analgesia congênita para a narrativa.

O tempo se passa e Morbius, tem a solução de ir atrás capturar “morcegos vampiros” que podem ser a solução para o antídoto, o personagem vai até a Costa Rica para seu Ultimato, com isso captura os “ratos voadores” para realizar uma mistura de DNA humano com dos animais. Uma das últimas tentativas para salvar sua vida que já está indo por água abaixo. Jared, incorpora muito bem sua situação caótica, seu corpo esguio e assim nos importamos com seu adoecimento.

Todavia, a experiência de Michael da errada e ele acaba se transformando num tipo de vampiro que tem desejo incansável por sangue humano. Além disso, sua doença está curada definitivamente e acaba ganhando “poderes” como de super audição, força e habilidades sobre humanas. As cenas de transformação no vampiro humano, são tensas e pode chegar ser perturbadoras para o espectador, pois lembra os cinema “trash” de horror com jumpscare e câmeras em close up.

Imagem: reprodução

O visual do “vilão” ficou crível e parece que saiu das páginas dos quadrinhos, Leto foi uma grande escolha para o papel. Contudo, o ator leva o filme nas “costas”, tendo uma ótima atuação e estava disposto a dar seu melhor, mas acaba destoando no resto do elenco que não o acompanha. Os coadjuvantes da trama não conseguem manter o mesmo tom do filme, são completamente descartáveis e o roteiro parece priorizar apenas Michael e mesmo assim acaba não salvando o longa.

A trama é rasa, simplória e parece remeter a filmes dos anos 90 com efeitos visuais cadastrões que funciona até certo modo. O antagonista do filme é seu amigo, Milo, que acaba sucumbindo ao saber que Morbius, conseguiu a cura e se rebela de um jeito desnecessário, sem propósito e que perde totalmente a linearidade da construção da narrativa.

O espectador pode notar, como será fácil imaginar a trama inteira, sem precisar chegar aos créditos finais. O par romântico do protagonista Martine Bancroft não tem química alguma e os agentes do FBI; Simon Stroud e Mr.Fox são inúteis.

Imagem: reprodução

Contudo, o universo está no inicio de sua expansão já que Adrian Toomes (Michael Keaton), o Abutre que esteve presente em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” apareceu nesse universo como já vimos nos trailers e novos filmes de outros anti-heróis já foram anunciados como: “Kraven: O Caçador” e “Madame Teia“. Agora é esperar os próximos capítulos para vermos aonde isso tudo vai nos levar.

Nota: 5,0


Direção: Daniel Espinosa
Duração: 1h44;
Gênero: Ação/Aventura;
Classificação Indicativa: 14 anos;
Sinopse: Baseado no personagem de mesmo nome da Marvel Comics, Michael Morbius (Jared Letto) sempre sofreu com uma condição rara em seu sangue que o faz andar de bengala e desde criança ser excluído por outros, mas sua vida solitária foi preenchida por livros. Após se formar na faculdade, Doutor Morbius é renomado na área de biomedicina e tenta achar uma cura para sua rara condição, afim de não apenas se ajudar, mas ajudar outras pessoas que também sofrem como ele. Experimentando com o DNA de morcegos, Morbius espera achar a cura e se usa como teste para o soro. Usando o DNA que isolou e uma mistura de eletrochoque, a cura foi um sucesso temporário, mas os efeitos colaterais acabaram transformando-o em um pseudo-vampiro e que agora precisa sobreviver como um. Apesar de ganhar capacidades iguais a de um morcego, Morbius precisa de sangue humano para sobreviver, os efeitos colaterais também o fez mudar fisicamente, ganhando presas e uma pele pálida. Além disso, a cada pessoa que ele morde, ela também vira um ser igual a ele.

Trailer:

COMPARTILHE

Deixe um comentário